RESP. TÉCNICA: ANNA LUIZA LEMOS · ENFERMEIRA AV. DR. OSWALDO PIERUCCETTI, 431 — INTERLAGOS · ARAGUARI-MG

Pé diabético

No pé de quem tem diabetes, uma lesão pequena não é um problema pequeno. É o tipo de ferida que muda de estágio em dias, não em meses — e por isso entra em avaliação no mesmo dia em que aparece.

Por que o pé diabético é diferente de qualquer outra ferida

A diabetes de longa data costuma trazer duas alterações que se combinam mal. A primeira é a neuropatia: a sensibilidade do pé diminui e a pessoa deixa de sentir o atrito do sapato, a pedra dentro do calçado, a água quente demais. A segunda é a alteração da circulação, que reduz a chegada de sangue — e é o sangue que leva oxigênio, nutriente e defesa até o local da lesão.

O resultado é uma ferida que começa sem dor, passa despercebida por dias, e encontra um tecido com pouca capacidade de reagir. Não é falta de cuidado do paciente. É a doença funcionando exatamente como ela funciona.

Sinais que pedem avaliação hoje, não semana que vem

  • Qualquer ferida, bolha, rachadura ou corte no pé, por menor que pareça
  • Área avermelhada, quente ou inchada, mesmo sem ferida aberta
  • Calo que escureceu ou que tem líquido embaixo
  • Unha encravada com secreção
  • Mudança na cor do dedo — mais pálido, arroxeado ou escurecido
  • Cheiro diferente, mesmo leve
Uma orientação simples que evita muita coisaSe você tem diabetes, olhe a sola dos dois pés todos os dias, com um espelho no chão se precisar. A maioria das lesões que chegam graves ao consultório começou em um lugar que a pessoa não conseguia enxergar.

Como é o tratamento aqui

A primeira consulta é de avaliação. A avaliação examina a lesão e o pé inteiro, verifico sensibilidade e perfusão, meço a área da ferida e registro. Com isso definimos o protocolo: qual cobertura, com que frequência trocar, e quais recursos entram no seu caso — laserterapia, ozonioterapia, PRF ou terapia por pressão negativa.

O alívio da pressão sobre o ponto da lesão costuma ser tão importante quanto o curativo. De nada adianta a melhor cobertura se o pé continua apoiando exatamente ali todos os dias.

Em toda visita a ferida é medida de novo. É esse número que mostra se o protocolo está funcionando ou se precisa mudar — e é ele que você leva junto quando conversa com o seu médico.

Quando o caso precisa de um médico

Enfermagem e medicina trabalham juntas aqui. Sinais de infecção que se espalha, suspeita de comprometimento ósseo ou alteração importante de circulação exigem avaliação médica — cirurgia vascular, ortopedia ou endocrinologia, conforme o caso. Quando identifico isso, eu oriento você sobre qual especialidade procurar e envio o registro do acompanhamento.

Perguntas frequentes

Preciso de encaminhamento médico para marcar?

Não para a avaliação de enfermagem. Muitos pacientes chegam por conta própria ou por indicação de familiares. Se o caso exigir conduta médica, você é orientado sobre qual especialidade procurar.

O curativo do pé diabético dói?

Depende da lesão e da sensibilidade do pé. Em muitos casos de neuropatia a dor é reduzida justamente pela perda de sensibilidade. Quando há dor, o manejo é combinado antes de começar, não no meio do procedimento.

Posso continuar andando normalmente?

Isso é definido caso a caso, e é parte do tratamento. Manter a pressão sobre o ponto da lesão é um dos motivos mais comuns de uma ferida de pé diabético não fechar.

Vocês atendem em casa?

Sim, em Araguari e cidades da região. É comum em pacientes com dificuldade de locomoção.

Primeiro passo

Manda a foto. A gente marca a avaliação.

É o passo mais simples que existe e não compromete você a nada. A conduta só é definida presencialmente.

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